(se alguém quiser saber porque PULEI comentários sobre o show do radiohead aqui, a explicação é simples: eu não saberia descrever. Vamos agora ao que é possível para o meu CÉLEBRO processar)
#1 Duas músicas do Motrthead e meu ouvido já estava tapado
#2 A 20 metros do palco era possível sentir o DESLOCAMENTO do ar com os graves. delícia. No solo de bateria, fiquei SEM AR.
#3 Há ANOS o Abril pro rock não CHEIRAVA a show de rock: uma mistura de suvaco, camiseta velha e cabelo sujo molhado, como bem descreve amaral.
#4 encontrei muita muita muita gente da “velha guarda” recifense. gente que eu encontrava nos shows de rock do SECULO PASSADO e que eu não via no APR há muito tempo. Desde que “a cena” foi invadida por esse ar blasè tão irritante. foi ótimo sair de tênis-camiseta-e-minissaia pra tomar cerveja e bater cabeça. Definitivamente, virei uma tia véia do rock. é é uma pena que ir prum show de rock só pra se divertir sem frescura tenha virado coisa de velha.
Agora só sobre o Abril:
Definitivamente, a mudança para o chevrolet hall não me agrada. “Limpou” a cara do festival, mas é tecnicamene ruim para mim. No ano passado, diziam que a mudança podia agregar um público diferente ao festival, mas confesso que me deixa desconfortável.
eu explico: o chão é de CERAMICA. Uma gota de cerveja no chão e, de tênis, TUDO DESLIZA. e num show de rock, não é só cerveja que molha o chão, né? as pessoas andam tateando, pra não escorregar. uma roda de pogo é VIRTUALMENTE impossível se não há um COEFICIENTE DE ATRITO satisfatório entre os CORPOS e o SOLO. Não dá pra pular, pular escorrega no chevrolet hall. Somada aos problemas de FÍSICA, está a minha paranóia de governanta: eu fico aflita a noite toda esperando que alguém se empolgue, escorregue e tenha um TCE.
Ontem à noite, cerveja era Nobel quente e a comida disponível, pipoca de microondas. PIPOCA DE MICROONDAS. Não dá pra não sentir falta da skol com coxinha do Rei da Coxinha no Pavilhão do Centro de Convenções. Não dá.
Perdemos o clima de “festival”. As lojinhas do Abril eram lojinhas de verdade e quem não se lembra do show do The Playboys com Wander Wildner no “Palco 3″? Tecnicamente impossível na estrutura de hoje.
Única vantagem do Chevrolet Hall: os banheiros. Muitos, limpos, bem abastecidos de papel-e-sabão. Mas nada que o mínimo de esforço e planejamento não resolvesse no pavilhão.
Mas acho que a mudança de local é definitiva e é também um sinal dos tempos em que ir prum show de rock só pra se divertir sem frescura virou coisa de gente velha.



