Vou chegando já no fim da brincadeira, por isso, minha meta foi trazer figurinhas que não fossem repetidas. E acho que além de conseguir caras novas, trouxe três atores que vão engrossar o caldo dessa lista.
O Clube do Filme espalhou em blogs amigos o desafio: três atores e seus três filmes definitivos. Entrei na onde a convite de Ely e curti. Vamos à vaca fria?
Bill Murray
Confesso que me espantei um pouco de, a essa altura da brincadeira, o nome dele ainda não ter vindo à baila. Vou fazer justiça ao cara que, nos anos 80, fez comediazinhas e hits e, nos anos 2000, pelas mãos da nossa mui-amada Sofia Coppola, trouxe de volta pra gente o direito de rir de compaixão e se sempre torcer pelo personagem dele.
Phil Connors – Feitiço do Tempo
O repórter vaidoso e mal humorado que fica preso no “Dia da Marmota” numa cidadezinha do interior podia ser só mais um personagem de filme da sessão da tarde não fosse o talento e as gags de Murray. A participação impagável dele ajudou o filme a virar uma referẽncia pop e, de 1993 pra cá, todo mundo que se sente preso na rotina lembra logo de mandar um “hoje é meu dia da marmota!”.
Dr. Peter Venkman – Caça-Fantasmas
Você que não foi criança nos anos 80 não vai achar nada demais nisso aqui, mas só quem via o desenho dos Caça-Fantasmas no Xou da Xuxa sabe o FRISSON que foi o lançamento desse filme. E como foi bom ir ao São Luiz pra vê-lo. Não fosse a memória afetiva, ainda restaria ver doutores em parapsicologia caçando ectoplasmas em Nova Iorque com armas coloridas. E ainda seria bom. Mas tem Bill Murray sendo Bill Murray e uma das melhores músicas-tema da década. O que deixa o filme ótimo.
Bob Harris – Encontros e Desencontros
Serei sempre grata a Sofia Coppola por ter escolhido Bill Murray pra encenar uma crise dos 40 ao lado de Scarlett Johansson no meio da sua crise dos 20, em Toquio, ao som de My Bloody Valentine. Sempre grata.
Daniel Day Lewis
Esse vai entregar que todo meu “caráter cinematográfico” foi construído nos anos 90. Por mais que hoje ele seja mais um queixo quadrado, um bigode e um sotaque, como em Gangues de Nova York (um filme com boa atuação dele, não se engane) nos anos 90 ele era uma força da natureza e uma promessa. Espero que daqui a dez anos um novo diretor possa fazer por ele o que Sofia Coppola fez por Bill Murray ou o que Tarantino fez por Travolta: trazer de volta à boca de cena um grande ator, com um personagem que dê vazão a sua verve.
Gerald Conlon – Em nome do Pai
A verve de Daniel Day Lewis, acho eu, aparece em personagens com uma lição que dura mais que o filme. Nesse quesito, Gerry Colon é imbatível: a história real de um irlandês acusado de terrorismo e assassinato na Inglaterra dos anos 70. Grande história, grande filme. Dia desses peguei os 20 minutos finais na TV e ainda assim me emocionei. E chorei.
Nathaniel Poe – O Último dos Moicanos
O file é baseado num best-seller, tem herói, tem mocinha, tem bandido, tem um monte de batalha, mas é nele que a “força da natureza” aparece. Eu lembrarei desse filme por isso. Mas a maioria vai lembrar porque foi o primeiro grande sucesso de bilheteria de DDL, que é inglês, nos EUA.
Daniel Plainview – Sangue Negro
A produção grandiloquente, a história cheia de drama, o queixo quadrado, o bigode, o sotaque. Tá tudo lá, em grande estilo. E com trilha sonora de Jonny Greenwood. Ele levou o Oscar, mas ainda tou esperando ele ser salvo.
Javier Bardem
Antonio Banderas desbravou Hollywood, chegando a Los Angeles abençoado por Almodovar, e Javier Bardem seguiu o mesmo caminho. Veio para a lista porque acredito piamente que debaixo daquela cara de macho e do appeal latino, dorme um bom ator (como se a cara de macho e o appeal latino não fossem suficientes, né?).
David – Carne Trêmula.
A bênção de Almodóvar é aquela cena da banheira. A cena da banheira.
Ramon Sanpedro – Mar Adentro
Representando a história real de um defensor da eutanásia e atuando a maior parte do tempo em cima da cama (como um tetraplégico, nem se anime), é a hora em que ele prova o bom ator que pode ser.
Juan Antonio – Vicky, Cristina, Barcelona
Aqui, não sei quem foi mais preguiçoso: ele, ao aceitar um papel que é, basicamente, a reafirmação do estereótipo do espanhol-artista-comedor que os americanos têm ou se foi Woody Allen, ao fazer um filme que é só um monte de clichê: a Espanha linda, as americaninhas que vão descobrir o mundo, os espanhóis artistas virando a cabeça das americaninhas, Scarlett Johansson e Penelope Cruz se beijando e as americaninhas voltando sãs e salvas para casa. Mas, assim como Antonio Banderas, pra estar em Hollywood, desse estereótipo Javier Bardem parece não poder se livrar.
*Os participantes, até agora, de acordo com Ely:
O começo:
ely |personagens perfeitos não podem ser perfeitos
buchecha | “because i’m a fucking caveman”
claudinha | simplesmente memoráveis
eden | toda unanimidade é burra!
pamonha | atores memoráveis
Os aderentes:
faccenda | grandes atuações coadjuvantes
marcel (bqeg) | 3 atores, 3 filmes de cada um
thiago madureira | pai mei dá sua opinião
raul | os escolhidos
brisa | sessão da tarde: o outro lado do clube do filme
bruno_br | os melhores dos melhores
carol burgo | os melhores dos melhores (tbm)
lipeml | estive em pulp fiction, sou bonito?
macaxeira | três atores e três destinos
luize | untitled
(update: com a correção que buchecha pediu, dando destaque à lista de ely)













