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Vou chegando já no fim da brincadeira, por isso, minha meta foi trazer figurinhas que não fossem repetidas. E acho que além de conseguir caras novas, trouxe três atores que  vão engrossar o caldo dessa lista.

O Clube do Filme espalhou em blogs amigos o desafio: três atores e seus três filmes definitivos. Entrei na onde a convite de Ely e curti. Vamos à vaca fria?

Bill Murray

Confesso que me espantei um pouco de, a essa altura da brincadeira, o nome dele ainda não ter vindo à baila. Vou fazer justiça ao cara que, nos anos 80, fez comediazinhas e hits e, nos anos 2000, pelas mãos da nossa mui-amada Sofia Coppola, trouxe de volta pra gente o direito de rir de compaixão e se sempre torcer pelo personagem dele.

Phil Connors – Feitiço do Tempo

O repórter vaidoso e mal humorado que fica preso no “Dia da Marmota” numa cidadezinha do interior podia ser só mais um personagem de filme da sessão da tarde não fosse o talento e as gags de Murray. A participação impagável dele ajudou o filme a virar uma referẽncia pop e, de 1993 pra cá, todo mundo que se sente preso na rotina lembra logo de mandar um “hoje é meu dia da marmota!”.

Dr. Peter Venkman – Caça-Fantasmas

Você que não foi criança nos anos 80 não vai achar nada demais nisso aqui, mas só quem via o desenho dos Caça-Fantasmas no Xou da Xuxa sabe o FRISSON que foi o lançamento desse filme. E como foi bom ir ao São Luiz pra vê-lo. Não fosse a memória afetiva, ainda restaria ver doutores em parapsicologia caçando ectoplasmas  em Nova Iorque com armas coloridas. E ainda seria bom. Mas tem Bill Murray sendo Bill Murray e uma das melhores músicas-tema da década. O que deixa o filme ótimo.

Bob Harris – Encontros e Desencontros

Serei sempre grata a Sofia Coppola por ter escolhido Bill Murray pra encenar uma crise dos 40 ao lado de Scarlett Johansson no meio da sua crise dos 20, em Toquio, ao som de My Bloody Valentine. Sempre grata.

Daniel Day Lewis

Esse vai entregar que todo meu “caráter cinematográfico” foi construído nos anos 90. Por mais que hoje ele seja mais um queixo quadrado, um bigode e um sotaque, como em Gangues de Nova York (um filme com boa atuação dele, não se engane) nos anos 90 ele era uma força da natureza e uma promessa. Espero que daqui a dez anos um novo diretor possa fazer por ele o que Sofia Coppola fez por Bill Murray ou o que Tarantino fez por Travolta: trazer de volta à boca de cena um grande ator, com um personagem que dê vazão a sua verve.

Gerald Conlon – Em nome do Pai

A verve de Daniel Day Lewis, acho eu, aparece em personagens com uma lição que dura mais que o filme. Nesse quesito, Gerry Colon é imbatível: a história real de um irlandês acusado de terrorismo e assassinato na Inglaterra dos anos 70. Grande história, grande filme. Dia desses peguei os 20 minutos finais na TV e ainda assim me emocionei. E chorei.

Nathaniel Poe – O Último dos Moicanos

O file é baseado num best-seller, tem herói, tem mocinha, tem bandido, tem um monte de batalha, mas é nele que a “força da natureza” aparece. Eu lembrarei desse filme por isso. Mas a maioria vai lembrar porque foi o primeiro grande sucesso de bilheteria de DDL, que é inglês, nos EUA.

Daniel Plainview – Sangue Negro

A produção grandiloquente, a história cheia de drama, o queixo quadrado, o bigode, o sotaque. Tá tudo lá, em grande estilo. E com trilha sonora de Jonny Greenwood. Ele levou o Oscar, mas ainda tou esperando ele ser salvo.

Javier Bardem

Antonio Banderas desbravou Hollywood, chegando a Los Angeles abençoado por Almodovar, e Javier Bardem seguiu o mesmo caminho. Veio para a lista porque acredito piamente que debaixo daquela cara de macho e do appeal latino, dorme um bom ator (como se a cara de macho e o appeal latino não fossem suficientes, né?).

David – Carne Trêmula.

A bênção de Almodóvar é aquela cena da banheira. A cena da banheira.

Ramon Sanpedro – Mar Adentro

Representando a história real de um defensor da eutanásia e atuando a maior parte do tempo em cima da cama (como um tetraplégico, nem se anime), é a hora em que ele prova o bom ator que pode ser.

Juan Antonio – Vicky, Cristina, Barcelona

Aqui, não sei quem foi mais preguiçoso: ele, ao aceitar um papel que é, basicamente, a reafirmação do estereótipo do espanhol-artista-comedor que os americanos têm ou se foi Woody Allen, ao fazer um filme que é só um monte de clichê: a Espanha linda, as americaninhas que vão descobrir o mundo, os espanhóis artistas virando a cabeça das americaninhas, Scarlett Johansson e Penelope Cruz se beijando e as americaninhas voltando sãs e salvas para casa. Mas, assim como Antonio Banderas, pra estar em Hollywood, desse estereótipo Javier Bardem parece não poder se livrar.

*Os participantes, até agora, de acordo com Ely:

O começo:

ely |personagens perfeitos não podem ser perfeitos

buchecha | “because i’m a fucking caveman”

claudinha | simplesmente memoráveis

eden | toda unanimidade é burra!

pamonha | atores memoráveis

Os aderentes:

faccenda | grandes atuações coadjuvantes

marcel (bqeg) | 3 atores, 3 filmes de cada um

thiago madureira | pai mei dá sua opinião

raul | os escolhidos

brisa | sessão da tarde: o outro lado do clube do filme

bruno_br | os melhores dos melhores

carol burgo | os melhores dos melhores (tbm)

lipeml | estive em pulp fiction, sou bonito?

macaxeira | três atores e três destinos

luize | untitled

(update: com a correção que buchecha pediu, dando destaque à lista de ely)

Dr. Peter VenkmanPeter Venkman

Feijão ou a pré-sopa

Este post é uma receita de feijão, mas também é um agrado a um bebê que logo vai precisar de sopinhas de feijão pra manter as bochechas coradas.

Seguinte, fazer feijão é uma ARTE. Mas não se assustem. É uma arte popular, aceita mil variações.  E, como tudo na cozinha, é TREINO. Os primeiros que eu fiz ficaram uma porcaria e depois fui melhorando. A minha receita, baseada na da minha mãe, é assim.

Ingredientes

– 2 xícaras de feijão mulatinho, já catado

– 1 cebola pequena

– 2 dentes de alho

– 1/2 pimentao pequeno

– Charque (umas 200 gramas)

– 1 colher de sopa de extrato de tomate

– Vinagre, sal e pimenta para temperar.

Modos de fazer (ou Como eu faço)

Começo colocando o feijão de molho por pelo menos duas horas.

Sobre o processo do molho: O molho ajuda a amolecer o feijão e ele leva menos tempo pra cozinhar.  Se o mulatinho ficar mais de duas horas no molho, é alta a chance de ele começar a arrebentar a casca e aí seu feijão vai ficar desmanchado na panela.

Eu nunca faço feijão sem colocar de molho, mas vc pode tentar, se precisar.

Feijão demolhado

Enquanto o feijão está no molho, eu dessalgo a charque, colocando ela para ferver por uns 15 minutos.

Charque escaldada

Feijão demolhado e escorrido e charque dessalgada e escorrida vão para a panela de pressão com uma folha de louro e uma pitada pequena de sal.

É importante não colocar muito sal, pq a charque é salgada (mesmo depois do dessalgue)

Coloco água até uns dois dedos acima do feijão, tampo a panela e levo pro fogo.

Panela pronta pra ir pro fogo

A água do feijão é um troço a se prestar atenção. Não pode ser pouca porque o feijão vai queimar nem pode ser demais senão o caldo fica ralo. Então eu coloco dois dedos acima do feijão e vou vigiando. Não deixo secar e coloco mais água se precisar.

É só esperar a panela começar a chiar e contar dez minutos.

Cozinhando

Enquanto o feijão cozinha, preparo o refogado do tempero que é cebola e pimentão bem picadinhos e alho bem picado ou espremido separado.

Esquenta a frigideira, coloca um fio de oleo e coloca o alho. Dá uma sacudidinha na panela de leve e imediatamente coloca a cebola com pimentão. Não precisa fritar o alho, é só pra dar uma refogadinha de 30 segundos no maximo.

Mexe e tampa a frigideira e vai vigiando e mexendo de vez em quando até a cebola ficar bem transparente e o pimentão começar a desmanchar. Se precisar, é só colocar mais óleo pra o refogado não queimar.

Refogado pronto

Refogado pronto, panela chiando por dez minutos, é hora de temperar o feijão e engrossar o caldo.

Abre a panela e checa o feijão. Ele deve estar macio, mas ainda firme. Porque vamos precisar cozinhar mais um pouco para ele pegar o tempero. Se estiver duro, é só colocar na pressão por mais 5 minutos e abrir de novo.

Temperando

O segredo do feijão com caldo encorpado é o seguinte: tira uma concha só de grão e coloca na frigideira do refogado. Amassa com o garfo pra formar uma pastinha. Acrescenta uma colher de sobremesa de vinagre, uma pitada de pimenta do reino e devolve para a panela do feijão.

Tempero de engrossar feijão

Acrescenta o extrato de tomate e mexe bem. Acerta o sal e liga o fogo de novo, sem tampar a panela. Deixa no fogo baixo pra engrossar o caldo e pegar o tempero.

Dá uns cinco minutos e checa o sal, a cor, o caldo e a maciez do grão.

Se tiver branco, é só colocar mais extrato de tomate.

Se estiver com pouco caldo, é só colocar um pouco mais de água. Se estiver com caldo ralo, é só aumentar o fogo e deixar evaporar.

Se o feijão ainda estiver duro pro seu gosto, é só colocar um pouco de água e tampar a panela (sem colocar na pressão!) pra o feijão cozinhar mais um pouco. E voilá.

Engorda e faz crescer

Variações

Sobre o feijão preto: O feijão preto é mais duro que o mulatinho, por isso merece ficar umas três ou quatro horas no molho.

Ou seja, no dia de fazer feijão preto, é acordar, catar e colocar de molho cedo.

Se não completar o tempo do molho todo, não tem muito problema. É só compensar na panela de pressão. Mas eu recomendo sempre demolhar.

Sobre bacon e liguiça: você pode usar bacon ou linguiça (eu uso paio) pra temperar o feijão tbm. Como elas são carnes mais moles e menos salgadas, vc não dessalga, dá só uma fervidinha de 3 minutos pra tirar a gordura e o sal superficial. A hora de colocar na panela também muda: elas só entram junto com o tempero. Se ficarem o tempo todo junto com o feijão, vão desmanchar.

Sobre verduras: Eu não coloco verdura (batata, cenoura) no meu feijão, mas sei que tem quem gosta. É só colocar elas descascadas, mas vai ser preciso fazer testes com o tempo de cozimento. Acho que se elas entrarem só na hora do tempero, não dá tempo de cozinhar. Mas também se entrarem no começo, vão desmanchar (panela de pressão é um troço poderoso). Acredito que uma abertura da panela de pressão lá pelos cinco, oito minutos de cozimento vai ser necessária. E depois deixa cozinhar mais um cinco minutos. Tudo é teste e depende de cada fogão e cada panela de pressão.

Se a verdura for jerimum, é só colocar já na hora do tempero. Jerimum cozinha rápido também.

Aproveitem e me contem!

Uma vez li a Tatiana dizer que não ter tempo para cozinhar era só uma desculpa. E eu concordo que é mesmo. Com um pouco de organização e disposição, dá pra fugir da sopa de saquinho e do sanduíche. Se eu consegui, vc consegue. Vou te ajudar.

Hoje foi dia de jantarzinho mexicano pra ver o futebol aqui em casa. Mas não pode demorar. Então vai ser tortilha de frango em 40 minutos. Eu cronometrei e fotografei, funciona. Bora!

A tortilha é massa + recheios, que aqui foram frango frito + alface + coalhada (fazendo as vezes de creme azedo) e guacamole.

A coalhada vende pronta no supermercado, na parte dos iogurtes. Só precisa ficar ligado pra não comprar ela adoçada, tá? As embalagens às vezes não ajudam.

A massa feita em casa é delícia, mas não é o caso. Outro dia posto a receita e o esquemão pra fazer. A massa que vende pronta, em alguns supermercados, chega a custar mais de R$ 20 um pacotinho com 10. Não rola. Uso o pão Rap 10, da Plus Vita, que quebra um galhão. É um pão folha mais grosseiro, serve pra wrap, mas vai bem de massa de tortilha. Segue as instruções da embalagem e vai na fé.

Pro recheio vc vai precisar de:

1 peito de frango

1 pé de alface

1 abacate pequeno

1 tomate pequeno

1 cebola pequena

1/4 de pimentão verde

1/4 de pimentão amarelo ou vermelho

limão

azeite

sal

coentro

Minutos 1 a 5

Lavar as folhas de alface e um raminho de coentro e deixar de molho pra lavar. A medida é 1 colher de sopa de água sanitária pra 5 litros de água. 10 minutos de molho, enxágüa e tá pronta pra consumir.

Minutos 5 a 10

Pega o peito de frango já limpo (o meu tava congeladinho, a salvação da lavoura) e pica em pedaços pequenos, coisa de cubinhos de 1 cm. No mundo real, o frango das tortilhas é desfiado. Mas esse aqui é um mexicano rápido, então pica.

Pega o frango picado e deixa de molho por uns 10, 15 minutos no suco de um limão. Isso serve pra tirar aquele cheirinho de galinha crua e também para já ir temperando.

Minutos 10 a  15

Pica os pimentões e o tomate. Pica o mais pequeno que vc puder. Quanto menor, mais delicado fica o seu guacamole. Já vai colocando na vasilha de servir. Uma vasilha grande, que permita misturar as verduras depois, ok?

Minutos 15 a 20

Pega o frango e escorre o caldo do limão. Tempera. Aqui fui de sal com alho e um tantinho de pimenta branca. Coloque o que você preferir.

Coloca uma caçarola grande no fogo, deixa a panela esquentar, coloca um óleo decente (aqui em casa é de milho) e coloca metade do frango picado. Se vc colocar o frango todo, a panela esfria, o frango começa a soltar água e até dourar, vai ficar duro.

Colocando menos carne na panela ela fica douradinha rápido e vc consegue assar sem que ela perca água. Vai por mim.

Carne na panela, dá uma mexidinha e volta pra tábua.

Minutos 20 a 30

Pica a cebola, é o tempo de assar a carne.

Tira a carne dourada da panela, coloca a outra metade.

Corta o abacate. O meu guacamole eu gosto com o abacate meio pedaçudo, então pico uma metade e amasso a outra no garfo. Pra picar, é só pegar uma metade e passar a faca na vertical e na horizontal, assim:

Aí é só passar a colher que o abacate sai picadinho. Tira a polpa da outra metade com uma colher tbm e amassa com o garfo. Se não tiver bem maduro, vale um liquidicador ou processador. Mas o guacamole só fica saboroso se o abacate já estiver maduro e macio, ok? Nem adianta forçar a barra.

A essa altura, o frango já tá pronto, não esquece dele. Coloca na cumbuca de servir.

Minutos 30 a 40

Hora de finalizar. Pega um raminho de coentro, pica fininho, mistura no guacamole. Pra temperar, um fio de azeite generoso, um limão, uma pitada de sal. Prova, acerta o tempero, tampa e coloca na geladeira pra descansar um tantinho.

Vai preparando as massas. Coloca uma frigideira no fogo, esquenta e vai colocando as folhinhas de pão de uma por uma. Um minutinho (ou menos) de cada lado resolve.

Enquanto a massa esquenta, enxuga o alface, tira o talo e rasga bem as folhas. Coloca na cumbuca de servir.

(Não esquece do pão na frigideira! Vai virando e colocando outros.)

Pega a coalhada, escorre o soro e vai direto para a cumbuquinha de servir.

Terminado as folhinhas de pão, teu jantar tá pronto.

Comida mexicana é aquele esquema. Pega a massinha na mão, recheia como tu quiser, enrola e come. Pode caprichar no molho de pimenta. Não usamos porque nossos estômagos não permitiram hoje, mas é delícia.

E aí é cervejinha e alegria.

Ps. Momento de Filosofia Larica Total: esse jantar levou só 40 minutos também porque eu já tenho umas manhas. São 15 anos de cozinha e cozinha é TREINO, como diria o grande Paulo Oliveira. Eu corto as verduras miudinho rapidinho, mas vc também consegue. A primeira vez vai demorar mais, a segunda menos um pouquinho e logo vc vai cozinhar mais rápido do que eu. Vai por mim, vale a pena. Pra comer bem e fácil, vale sempre a pena.

Orchestra de Camarones

Eis que a sexta à noite e a geladeira vazia nos levam ao supermercado. Eis que loja me porporciona camarão sem cabeça a R$ 9,90. Eis que a vontade de tomar cerveja pra encerrar essa semana é grande. Eis que resolvo fazer camarão ao alho e óleo.

Apesar do caráter de “pestisco universal” do bicho, eu nunca tinha cozinhado a iguaria. Conhecia, na teoria, duas receitas: uma envolvendo farinha de trigo e sacos plásticos, outra que mandava ferver o camarão antes de fritar.

Não tendo experimentado nenhuma das duas, resolvi tirar a teima. E fazer AMBAS.

Separei o camarão em duas porções, segui as receitas à risca e mandei brasa.

Duas amostras idênticas para a experiência

Na farinha

Na panela

O verecdicto: a técnica de envolver o camarão na farinha antes de fritar é bastante simples. A receita é rápida e prática. Mas a farinha de amontoa nas perninhas do bicho e, dez minutos depois do camarão frito, ela já está mole. Ou seja, só serve se vc for fritar e comer. Se for aquele tira-gosto pra ficar batendo papo e beliscando, não rola.

A receita que manda ferver o camarão antes de fritar é um pouquinho mais demorada, mas o camarão fica leve e sequinho, parecido com o que comemos no restaurante. Foi a eleita aqui. Adoro o Rainhas do Lar.

O resultado, devidamente degustado com Bohemia

As dicas:

Camarão é pra fritar aos pouquinhos. Eu sei que a vontade de comer é muita, mas se vc colocar todo o camarão de uma vez na panela o óleo vai esfriar, o camarão vai começar a soltar água e vai cozinhar ao invés de fritar. E perdendo o suco que lhe garante a maciez, o bicho fica borrachudo. Tenha paciência, ligue o fogo alto e frite aos poucos. Como diria meu amigo Paulo Tiefenthaler, cozinha é PACIÊNCIA.

Se vc é cozinheiro de primeira viagem no camarão, um alerta: seja limpinho! Eu sei que você tá doido pra abrir a cerveja e sentar na frente da TV com esses camarões no colo mas camarão – assim como outros frutos do mar e os peixes – é uma praga de mau cheiro na cozinha. Não dá pra rolar a velha tática do “amanhã eu lavo os pratos!” Coma o seu camarãozinho SUCESSO, tome uma cervejinha e corra pra limpar a cozinha. É um saco, eu reconheço. Mas te garanto, vai dar muito mais trabalho pra limpar no dia seguinte, com o cheiro de camarão encruado no seu balcão. Evite a fadiga, leve a cerveja de volta para a cozinha e aproveite. Um pratinho lavado, um golinho no copo e num instante o serviço acaba. É assim que a titia gosta!

Motorhead em/no Abril

(se alguém quiser saber porque PULEI comentários sobre o show do radiohead aqui, a explicação é simples: eu não saberia descrever. Vamos agora ao que é possível para o meu CÉLEBRO processar)

#1 Duas músicas do Motrthead e meu ouvido já estava tapado

#2 A 20 metros do palco era possível sentir o DESLOCAMENTO do ar com os graves. Delícia. No solo de bateria, fiquei SEM AR.

#3 Há ANOS o Abril pro rock não CHEIRAVA a show de rock: uma mistura de suvaco, camiseta velha e cabelo sujo molhado, como bem descreve Amaral.

#4 Encontrei muita muita muita gente da “velha guarda” recifense. Gente que eu encontrava nos shows de rock do SECULO PASSADO e que eu não via no APR há muito tempo. Desde que “a cena” foi invadida por esse ar blasè tão irritante. Foi ótimo sair de tênis-camiseta-e-minissaia pra tomar cerveja e bater cabeça. Definitivamente, virei uma tia véia do rock. E é uma pena que ir prum show de rock só pra se divertir sem frescura tenha virado coisa de velha.

Agora só sobre o Abril:

Definitivamente, a mudança para o chevrolet hall não me agrada. “Limpou” a cara do festival, mas é tecnicamene ruim para mim. No ano passado, diziam que a mudança podia agregar um público diferente ao festival, mas confesso que me deixa desconfortável.

Eu explico: o chão é de CERÂMICA. Uma gota de cerveja no chão e, de tênis, TUDO DESLIZA. E num show de rock, não é só cerveja que molha o chão, né? As pessoas andam tateando, pra não escorregar. Uma roda de pogo é VIRTUALMENTE impossível se não há um COEFICIENTE DE ATRITO satisfatório entre os CORPOS e o SOLO. Não dá pra pular, pular escorrega no chevrolet hall. Somada aos problemas de FÍSICA, está a minha paranóia de governanta: eu fico aflita a noite toda esperando que alguém se empolgue, escorregue e tenha um TCE.

Ontem à noite, cerveja era Nobel quente e a comida disponível, pipoca de microondas. PIPOCA DE MICROONDAS. Não dá pra não sentir falta da skol com coxinha do Rei da Coxinha no Pavilhão do Centro de Convenções. Não dá.

Perdemos o clima de “festival”. As lojinhas do Abril eram lojinhas de verdade e quem não se lembra do show do The Playboys com Wander Wildner no “Palco 3”? Tecnicamente impossível na estrutura de hoje.

Única vantagem do Chevrolet Hall: os banheiros. Muitos, limpos, bem abastecidos de papel-e-sabão. Mas nada que o mínimo de esforço e planejamento não resolvesse no pavilhão.

Mas acho que a mudança de local é definitiva e é também um sinal dos tempos em que ir prum show de rock só pra se divertir sem frescura virou coisa antiga.

something to remember

Co-founders

Co-founders

Desmanchei em lembranças CÁLIDAS ao ver essas fotos. Tive saudade da internet em TIMES NEW ROMAN, do mIRC, da internet 1.0 e dos sites pré-bolha.

Claro que agora a internet é muito mais maravilhosa agora, não se discute. Mas nostalgia tbm não se discute.

Agora, uma coisa eu posso discutir: de que adianta tanta informação se vc não consegue CAPTURAR nada? Meu cérebro hoje é uma NUVEM de informação, igual ao resultado de quando desenham a internet num papel. Pouca coisa nova eu consegui GUARDAR e APREENDER. É tudo um flash agora.

Sei que a internet ajudou um monte de gente a virar especialista em alguma coisa ao disponibilizar tanta informação. Mas para os reles mortais, como eu, o que ela oferece é um mundo de flashes sobre quase tudo.

Minha técnica para lembrar onde eu li alguma coisa é tentar visualizar o LEIAUTI da página. Ou, na frente do computador, usar o google. Cabou-se memória.

Via Circuito Integrado

Agendando

Preparando a agenda do Carnaval. Por enquanto:

Quarta 18 Paulinho da Viola no Fortim, em Olinda. Não PERDO o Príncipe por nada

Quinta 19 – Recesso técnico

Sexta 20 – Em aberto. Porque abertura do carnaval com Victor Araujo e Caetano Veloso tá mais pra ENTERRO DO FREVO. Bons tempos em que abertura era Orquestra Manguefônica. Aí sim a gente ficava LIGADO até a quarta-feira

Sábado 21 – Manhã/Tarde- Enquanto o povo se esfola no Galo, vamos perambular por Olinda no dia mais tranquilo do carnaval nas ladeiras. Ver fantasias, tomar cerveja e comer queijo assado.

Noite – Afrika Bambaataa no Rec Beat. Até o CHÃO!

Domingo 22 – Manhã – Enquanto Isso na Sala da Justiça em Olinda: melhor reunião de fantasias por metro quadrado do carnaval. Ruim é acordar cedo e chegar cedo. Altas chances de chegar na Sé e o bloco já ter saído.

Tarde/Noite: Quanta Ladeira. Melhores paródias do Carnaval, que rendem piada pro resto do ano. Participações loucas aleatórias, tipo Elba Ramalho se negando a tirar onda com Frei Damião.

Segunda 23 – Retiro Espiritual. Vamo tirar um dia pra descansar, nê?

Terça 24 – Não me abandona a vontade de quebrar o retiro e ir ver o Maracatu Estrela Brilhante desfilar. Não me abandona.

Quarta 25 – Pela primeira vez na vida, não vou precisar trabalhar na quarta-feira de cinzas. É algo a se comemorar. E não vai ser no Bacalhau do Batata. Tou besta.